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DOENÇAS DE POMBO: VOCÊ SABE QUAIS SÃO OS RISCOS?

Por: Professora Maria de Fátima Fernandes Fujii – coordenadora do curso de Biomedicina – UniMAX – Centro Universitário Max Planck de Indaiatuba

 

Os pombos pertencentes à espécie Columba livia, são encontrados em todo mundo. Esta espécie foi introduzida no Brasil no início da colonização portuguesa, proliferando de tal modo que, em algumas cidades brasileiras, tornou-se problema ambiental e de saúde pública, visto que compete, por alimento, com a fauna nativa e pode veicular diversas doenças infecciosas.

Essas aves encontraram condições adequadas para aumentar suas populações rapidamente nas cidades em razão de vários fatores decorrentes do desequilíbrio ambiental, em consequência do crescimento urbano desordenado, falta de um programa de manejo dessa espécie e sem inimigos naturais nas áreas urbanas.

Os pombos podem transmitir através das fezes diversas doenças, principalmente, as principais zoonoses transmitidas são: Salmonelose, Ornitose, Criptococose, Toxoplasmose, Histoplasmose, Encefalite Letárgica e Psitacose.

As doenças de pombo de maior interesse sanitário e que são encontradas com maior frequência são: Salmonelose, Criptococose e Histoplasmose.

SALMONELOSE

É uma doença de pombo causada por bactéria, a Salmonella sp. Os sintomas mais frequentes são:

  • febre súbita;
  • dor de cabeça;
  • náuseas e vômitos;
  • dores abdominais intensas e;
  • diarreia.

Este tipo de infecção não é grave no adulto, mas pode, em determinados casos, apresentar riscos maiores em crianças e idosos.

CRIPTOCOCOSE

É uma infecção que ocorre por inalação do fungo que estão nas fezes, essas excretas são meios de cultura fértil para o crescimento do fungo, sendo que as fezes velhas contêm maior concentração do fungo do que as fezes recentemente eliminadas. Essa doença atinge inicialmente os pulmões e, eventualmente pode disseminar para outros órgãos.

Os sintomas mais frequentes, quando existem, são:

  • febre;
  • tosse;
  • expectoração;
  • dor do tipo pleural e;
  • emagrecimento.

Na Criptococose que atinge o Sistema Nervoso Central, a forma meningítica, é a mais frequente, apresenta sintomas como:

  • cefaleia;
  • febre;
  • vômitos;
  • alterações visuais;
  • rigidez de nuca e;
  • outros sinais meníngeos, com duração de dias, em alguns casos os quadros com cefaleia e alterações mentais, com confusão, distúrbios de personalidade e memória, com duração de semanas ou meses.

HISTOPLASMOSE

É uma infecção causada pela inalação de esporos de um fungo que é encontrado frequentemente em fezes de pássaros e de morcegos. A forma disseminada da doença pode produzir complicações pulmonares, cardíacas, nas glândulas adrenais e nas meninges, que põem em risco a vida dos doentes.

Algumas orientações devem ser divulgadas pelo Ministérios da Saúde (2011) para se evitar contrair essas doenças:

– retirar ninhos e ovos;
– umedecer as fezes dos pombos com desinfetante antes de varrê-las;
– utilizar luvas e máscara ou pano úmido para cobrir o nariz e a boca ao fazer a limpeza do local onde estão as fezes;
– vedar buracos ou vãos entre paredes, telhados e forros;
– colocar telas em varandas, janelas e caixas de ar condicionado;
– não deixar restos de alimentos que possam servir aos pombos, como ração de cães e gatos;
– utilizar grampos em beirais para evitar que os pombos pousem;
– acondicionar corretamente o lixo em recipientes fechados;
– nunca alimentar os pombos.

Para saber mais acesse: Pombos – BVS – Ministério da Saúde – Dicas em Saúde.

REFERÊNCIA: SILVA, Roberta Cristina da Rocha; MACIEL, William Cardoso; TEIXEIRA Régis Siqueira de Castro;  SALLES, Rosa Patrícia Ramos Salles. O pombo (Columba livia) como agente carreador de Salmonella spp. e as implicações em saúde pública. Arq. Inst. Biol., São Paulo, v.81, n.2, p. 189-194, 2014. http://www.scielo.br/pdf/aib/v81n2/1808-1657-aib-81-02-00189.pdf

28/08/2019