Plataforma ReSolution reúne indicadores inéditos da Região Metropolitana de São Paulo

Plataforma ReSolution reúne indicadores inéditos da Região Metropolitana de São Paulo

Agência FAPESP * – O Centro de Estudos da Metrópole (CEM) desenvolveu uma nova plataforma que permite a qualquer interessado verificar em mapas e gráficos
interativos os números absolutos e relativos sobre como se distribuem distintos grupos populacionais na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

Intitulada ReSolution, acrônimo para Resilient Systems for Land Use Transportation (Sistemas Resilientes para Transporte Terrestre), a inovação acaba de ser lançada e
pode ser consultada em http://200.144.244.157:8000/resolution. O CEM é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP.

O portal ReSolution apresenta 97 variáveis absolutas e relativas. Uma delas é a concentração da população branca, amarela, parda e negra na RMSP, informada por
meio do indicador cor-etnia. Na região central de São Paulo, por exemplo, nota-se que pretos e pardos se localizam predominantemente no entorno dos bairros São Joaquim,
Baixada do Glicério, Praça da Sé, Parque D. Pedro, São Bento e Luz, enquanto a população branca se concentra no chamado "centro expandido", como Consolação,
Pacaembu, Higienópolis e Jardim Paulista. A plataforma proporciona a visualização simultânea no mapa e no gráfico correspondente. Permite ainda selecionar
dinamicamente locais no mapa ou no gráfico e fazer consulta específica clicando na região de interesse para maiores detalhes.

Os indicadores se baseiam no Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Pesquisa Origem e Destino 2007 do Metrô de São Paulo foi usada
pela equipe de Mariana Giannotti, coordenadora de Transferência do CEM e professora da Escola Politécnica da USP, para levantamento dos tempos de viagem e
cálculos para os índices de acessibilidade. A equipe da pesquisadora Flávia Feitosa, professora da Universidade Federal do ABC (UFABC), desenvolveu os índices de
segregação, aplicados à realidade da RMSP. Ambas as frentes, de acessibilidade e segregação, contaram com a equipe da professora Joana Barros, do departamento de
Geografia da Birkbeck, Universidade de Londres, no Reino Unido. O modelo baseado em agentes foi desenvolvido em parceria com o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O projeto também contou com a parceria dos pesquisadores Mike Batty, Duncan Smith, Chen Zhong e Yao Shen, do Centre for Advanced Spatial Analysis da University
College London, no Reino Unido.

Com a plataforma ReSolution, é possível identificar e quantificar no espaço urbano, de forma clara, a acessibilidade – conceito que demonstra as oportunidades de acesso a
postos de trabalho, com base no local onde se mora e no meio de transporte disponível.

O ReSolution mostra como os grupos estão distribuídos na cidade, considerando espaços de residência e de trabalho, por meio de indicadores como o de “dissimilaridade” e

“índice H” (da Teoria da Informação). Esses indicadores olham o local e comparam sua composição populacional com a de toda a metrópole. Se o local é muito

segregado, não terá uma composição semelhante ao do todo. Outro indicador é o “índice de exposição”, que mostra a chance de grupos diferentes compartilharem o

mesmo espaço.

Fonte: Agência Fapesp