Cai número de fumantes no País

Cai número de fumantes no País

Uma pesquisa do Ministério da Saúde, divulgada no dia 30 de maio no Inca (Instituto Nacional
do Câncer), no Rio de Janeiro, mostrou uma redução na quantidade de pessoas que fumam no
Brasil. Em 2006, quando o estudo começou a ser feito, 15,6% da população fumava. Em 2017
(últimos dados disponíveis), esse percentual passou a ser de 10,1%: uma diminuição de quase
40%.
As informações são do Vigitel 2017 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças
Crônicas por Inquérito Telefônico), uma pesquisa feita por telefone nas 26 capitais e Distrito
Federal, com 53.034 entrevistas. A queda nos índices tem várias causas, como o valor dos
cigarros e a legislação contra o fumo em ambientes fechados (veja box abaixo).
Quando se estudam os números em detalhes, os percentuais chamam a atenção. Na diferença
entre os sexos, o hábito de fumar é maior entre os homens (13,2%) do que entre as mulheres
(7,3%), e a explicação é cultural. Para atrair esse público, segundo ela, a indústria do fumo
desenvolveu campanhas publicitárias estratégicas. “As propagandas divulgavam que fumar
seria uma forma de a mulher provar sua independência”.
No quesito escolaridade, o estudo da Vigitel aponta que há mais fumantes com baixa
escolaridade (13,2%) do que aqueles com mais anos de estudo (7,4%). Um dos motivos para
essa diferença tem a ver com o apelo publicitário. “O cigarro, por muito tempo, foi associado à
independência e ascensão social”, afirma Andreis, que ainda aponta a dificuldade do acesso à
informação e a tratamentos gratuitos contra o tabagismo é outra razão para essa disparidade.
Entre as capitais onde há mais fumantes, segundo os dados do Vigitel, Curitiba está em
primeiro lugar, com 15,6% da população que fuma, seguido por São Paulo (14,2%) e Porto
Alegre (12,5%). “É na região Sul que se encontram os produtores de tabaco, e também é a
região com mais fumantes em todo o Brasil”, explica.

Fonte: Gazeta de São Paulo