ALUNOS DE DIREITO DA UNIMAX FAZEM VISITA AO MUSEU “CARANDIRU”

ALUNOS DE DIREITO DA UNIMAX FAZEM VISITA AO MUSEU “CARANDIRU”

Na oportunidade, os estudantes conversaram com um ex-detento, sobrevivente do Massacre do Carandiru em 1992

Acompanhados pela professora Mariana Castro, alunos do curso de Direito da UniMAX – Centro Universitário Max Planck de Indaiatuba realizaram uma visita técnica ao Museu Penitenciário Paulista “Carandiru”, localizado em São Paulo, no extinto Complexo Penitenciário do Carandiru, onde hoje se encontra o Parque da Juventude.

Mariana explica que o museu busca expor a história do sistema penitenciário do estado de São Paulo e é repleto de memórias. “O local tem a missão de ser um espaço aberto ao público em geral, capaz de propiciar a reflexão sobre a história penitenciária e a pena. Visa estudar aspectos da cultura prisional e refletir sobre a aplicação da pena e do cerceamento da liberdade”, ressalta.

A docente conta, ainda, que o acervo do Museu é composto de algumas peças que datam da década de 1920, em que se encontram detalhadas pinturas, esculturas e móveis feitos pelos detentos nas oficinas das penitenciárias. “Esses objetos ajudam a remontar o cotidiano dos presos, como aparelhos de tatuagem e armas improvisadas, também integram aproximadamente 20 mil peças sob sua guarda”, diz. “Chama especial atenção a cela escura, local onde nossos alunos puderam vivenciar o que significa permanecer preso por alguns minutos”, completa.

Mariana menciona também o episódio que culminou no fechamento do Complexo. “Cabe lembrar que o Massacre do Carandiru ocorreu no Brasil, em 2 de outubro de 1992, quando uma intervenção da Polícia Militar do Estado de São Paulo, para conter uma rebelião na Casa de Detenção de São Paulo, causou a morte de 111 detentos. Devido ao ocorrido, o Complexo Penitenciário fora extinto, se resumindo a um Parque e a lembranças de uma história”, destaca a docente.

Na ocasião, os alunos tiveram a oportunidade de bater papo com um ex-preso sobrevivente do massacre, que hoje é gestor ambiental, técnico em meio ambiente e professor de boxe. “Hoje tive o privilégio de assistir uma palestra com Maurício. Além de nos contar a realidade do que houve, nos mostrou o outro lado da história do encarceramento”, enfatiza a aluna do 4º semestre, Yasmin Silveira.

Yasmim comenta que Maurício passou 16 anos de sua vida encarcerado, participou de duas fugas e sobreviveu ao atentado que marcou a história do Brasil. “Ele nos contou como é a vida de um detento e sim, é horrível. Mesmo que por lei deveriam ser amparados pelo Estado, Maurício diz que isso NUNCA aconteceu. Enfim, conhecê-lo hoje, além de ter sido gratificante e repleto de conhecimento, me mostrou que o maior erro da sociedade atual é a falta de diálogo e empatia. Devemos parar de apontar os erros do Estado e esperar que ele mude apenas porque vamos às ruas protestar. Nós devemos começar a mudança em nós mesmos e nas pessoas que nos cercam”, salienta.

Para a aluna, o aprendizado adquirido foi essencial para a sua formação. “Já havia assistido muitas palestras, de muitos professores de universidades, mas pode acreditar que a do Maurício com certeza irei levar para vida toda”, conclui.

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Texto: Tatiane Dias – (MTB 67029)

21/01/2018