Veículos utilizados em missões espaciais inspiram projeto de Controle e Automação

Veículos utilizados em missões espaciais inspiram projeto de Controle e Automação

Iniciativa prática em laboratório contou com quase três meses de conteúdo teórico específico

Os alunos do 7º semestre de Engenharia de Controle e Automação (Mecatrônica) participaram de uma sequência de aulas práticas no laboratório de Usinagem. O objetivo foi desenvolver um rover, desafio proposto pela disciplina Máquinas Elétricas e Acionamentos: “Trata-se de um veículo de baixo custo, com sensor que vai seguir um caminho determinado e capaz de transportar até 20 kg de carga”, explicou o professor Rodrigo Fiorini Mendes, responsável pela iniciativa.

Famosos em missões espaciais, os veículos do tipo rover são projetados para se locomover em vários tipos de terrenos e, em geral, com movimentação e tração independentes, além de braços e instrumentos robóticos. Para esse projeto, os alunos tiveram forte conteúdo teórico, aprendendo a calcular as especificações do motor e todos o processo de acionamento das máquinas elétricas. “Ao vir para o laboratório eles tiveram que colocar em prática o que aprenderam, saber qual a redução, cálculos, enfim, tudo o que aprenderam durante quase três meses”, contou o docente.

Para o aluno Willian Koichi Ioshida, esse projeto é multidisciplinar por ter que utilizar conceitos de quatro disciplinas. “É bem importante por ser uma aplicação prática e está nos preparando para algumas coisas que vamos enfrentar no futuro. Com certeza dá para assimilar melhor o conhecimento porque você consegue ver cálculos e todas as demais disciplinas, materiais e resistências. Toda aquela física que eles ensinam você aplica naquele momento para construir algo”, afirmou.

Entre outras atividades, para o desenvolvimento do rover os estudantes usinaram eixo, aprenderam a soldar, fazer circuito elétrico e ler desenho. Além disso, tiveram que realizar a programação em Arduíno – circuito com microcontrolador muito usado em automação residencial porque é um controlador de baixíssimo custo e não sofre muita interferência elétrica.

“Com esse projeto nós obrigamos o aluno a fazer atividades que não sabia ou não tinha tanta familiaridade. E assim alguns aprenderam a desenhar, outros a montar parte elétrica e a programar. A ideia é fazer com que eles saibam que a área é muito ampla. Engenheiro de Controle e Automação (Mecatrônica) acaba conhecendo tudo, pois mexe com mecânica, elétrica, computação. Então, eles têm um mínimo de tudo”, disse o professor Rodrigo.

No laboratório, os alunos contam com equipamentos modernos e iguais aos que vão encontrar no mercado de trabalho, entre eles tornos, serras, fresas, furadeiras de bancada, soldas e lixadeiras. “Os laboratórios são bem equipados, o curso é ótimo, os professores também. Eles ensinam bem, têm bastante experiência e tentam passar o melhor para nós. Hoje em dia o mercado exige que você tenha experiência e mesmo a gente não tendo trabalhado na área, a experiência que a gente tem aqui, se for citada corretamente durante uma entrevista com certeza será levada em conta”, afirma Willian.

O professor reforça a análise do aluno. “Quando for para entrevista, o estudante pode informar quais projetos participou e que tem conhecimento para desenvolver atividades similares, na prática e na teoria. Isso é um diferencial na entrevista, porque você diz que sabe além da teoria, que tem experiência prática no assunto. E hoje em dia o engenheiro tem que ser multidisciplinar, ele não pode ficar só em uma sala projetando”, afirmou.

No próximo semestre, o desafio dos alunos será adaptar o veículo para utilização em um projeto específico: apoiar atividades no Hospital-Escola Veterinário (HEV-MAX), campus do curso de Medicina Veterinária. “A princípio estamos fazendo com rodas normais. Mas a intenção depois é passar para esteira, que é o mesmo sistema de um tanque de guerra. Assim o veículo conseguirá passar por qualquer obstáculo sem nenhum problema”, concluiu o docente.

“Um dos nossos diferenciais é o método de ensino baseado em atividades práticas que se tornam projetos desafiadores para os alunos, que precisam desenvolver soluções práticas para problemáticas reais. E esse é um bom exemplo de que aqui ensinamos na prática, além do forte conteúdo teórico, fundamental a todo bom engenheiro”, finaliza o coordenador do curso de Engenharia de Controle e Automação (Mecatrônica), professor Vinícius Gabriel Segala Simionatto.

 

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