Urbanismo e mobilidade são debatidos durante palestra na Max

Urbanismo e mobilidade são debatidos durante palestra na Max

Secretário de Urbanismo e Meio Ambiente ministra palestra para alunos de Arquitetura e Urbanismo
Por Márcio Aguiar
O que fazer para escapar do trânsito caótico. Reclamar do trânsito e demora no deslocamento na cidade já virou lugar-comum. Além de cobrar ações dos governantes, está em nossas mãos dar um empurrãozinho nessa lentidão e encontrar uma saída para melhorar a mobilidade urbana. Em Indaiatuba, o Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) tem realizado ações de infraestrutura que visam à melhoria do tráfego na cidade. No dia 28, o secretário de Urbanismo e Meio Ambiente, José Carlos Selone esteve reunido com os alunos do 3º semestre de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Max Planck para discutir o assunto.

De acordo com a coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo, Lourdes Abbade o objetivo da palestra é demonstrar para os alunos as novas expansões de crescimento nos bairros, Colibris e Paulista II, que são objetos das aulas práticas das disciplinas Urbanismo II e Projeto III.

Apesar de a municipalidade dar atenção ao tema, o trânsito se tornou uma das maiores dores de cabeça para a população. O acúmulo de veículos nas ruas causa prejuízos, estresse, acidentes e poluição, e tende a piorar nos próximos anos, caso não sejam adotadas políticas mais eficientes.

Segundo o responsável pelo Demutran o problema tem se agravado graças à concentração de pessoas na cidade, aos incentivos à indústria automotora e ao maior poder de consumo das famílias. Isso tudo começa a provocar o que os especialistas chamam de crise de mobilidade urbana.

Dados do Demutran revelam que a cidade possuía em outubro de 2014, uma frota de 164.348 veículos emplacados em Indaiatuba, sem considerar os que circulam com placas de outras cidades, que são em torno de 20% de veículos a mais no trânsito indaiatubano.

Ainda segundo o secretário de urbanismo, Indaiatuba tem uma frota circulante em torno de 192 mil carros. Conforme o engenheiro e especialista em mobilidade urbana é preciso gerenciar o trânsito e deixar crescer os outros setores. “Trânsito é nada mais, que um efeito colateral do crescimento”, comentou.

Outro dado preocupante é que mais de 1 mil veículos são emplacados por mês pelo Ciretran na cidade, o que corresponde um crescimento médio de sua frota da ordem de 8%, ao ano. Contudo, o engenheiro acredita que a cidade é privilegiada, pois, existe um Plano Diretor desde 1982, “o que contribuiu para o crescimento planejado”, afirmou Selone. “Existe uma grande frota, no entanto, esse aumento contínuo da população urbana está sendo acompanhado de políticas de urbanização e infraestrutura que tem resolvido questões como transporte e a mobilidade”, acrescentou.

O especialista comentou que três fatores contribuíram para o crescimento da frota de veículos na cidade: o aumento da renda da população, as reduções fiscais do Governo Federal para as montadoras e as facilidades de crédito para a compra de carros. “Existe famílias com quatro pessoas, cada um, com um carro”, disse, ressaltando que não existe uma fórmula para frear este crescimento. Além da mobilidade urbana, o conferente abordou a questão do aumento significativo de acidentes de trânsito. “Somente neste ano, foram cinco acidentes com vítimas fatais”, alertou.

 

Mobilidade urbana

Para ele, a mobilidade urbana baseia-se na tríplice: infraestrutura, planejamento urbano e mudanças comportamentais. Conforme o palestrante a introdução das ciclovias na cidade foram um avanço, e estão localizadas em ruas bem movimentadas, o que é uma solução para o ciclista que utiliza a bicicleta como meio de transporte. “Este é um bom modelo, mas precisa ser ampliado”, afirmou. Dados do Departamento de Trânsito mostram que a cidade possui 130 mil bicicletas, 13 quilômetros de ciclovias e 12 quilômetros de ciclofaixas. “A bicicleta deve funcionar como meio de transporte integrando com outros modais”, disse.

 

Investimentos

Outras mudanças devem acontecer no trânsito de Indaiatuba, ainda em 2015. Segundo Selone, a próxima grande obra será a construção de um viaduto que será construído na marginal do Parque Ecológico, e a previsão de iniciação das obras será no máximo de noventa dias.

 

Viaduto

Conforme projeto elaborado pela Secretaria de Obras e Vias Públicas, o elevado terá duas faixas de rolamento posicionadas à esquerda da avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, com passagem livre para quem segue no sentido da Avenida Ário Barnabé, no Jardim Morada do Sol. As outras duas faixas de rolamento paralelas ao elevado darão acesso, à esquerda, ao retorno para a Marginal Esquerda do Parque ou à Rua Soldado João Carlos de Oliveira Jr. e, à direita, à Avenida Manoel Ruz Perez, à Rua Laura Tachinardi Maria Netto ou à Rua João Giaquinito, nos jardins, Colonial e Hubert.

 

Anel Viário

A cidade receberá mais uma obra de mobilidade e expansão. O traçado do novo anel viário de Indaiatuba prevê 13 quilômetros de extensão da via. O novo anel viário – já em obras – possibilitará um acesso rápido ao novo distrito industrial da cidade, com avenidas de ligação aos principais bairros. Nesta avenida, terá ligação dos bairros da região do Jardim Morada do Sol, Jardim União, Jardim Paulista I e II e o Jardim das Maritacas.

O anel seguirá margeando o final do Jardim dos Colibris e do Shanadu, chegando até a avenida já urbanizada do Jardim Veneza. A ligação continuará até o Jardim Portal do Sol, e seguindo até o condomínio fechado Jardim Park Real.

No meio do Jardim Veneza, será construída uma avenida que passará na frente do condomínio fechado Jardins do Império e fará a ligação até a Rodovia João Ceccon, passando ao lado do condomínio Paradiso. Ainda segundo o engenheiro, “a administração tem investido em estudos das variáveis da forma urbana que influenciam nos deslocamentos, políticas de uso do solo e transporte e, consequentemente para a melhoria da acessibilidade e mobilidade”, argumentou.

Conforme ele, o Plano Diretor da cidade tem em seus objetivos principais analisar a relação entre transporte e forma urbana e identificar variáveis que tem potencialidade para afetar a mobilidade e acessibilidade e como elas devem ser consideradas, na formulação das leis de uso e ocupação do solo e do Plano Diretor. “Esta sempre foi a preocupação da gestão atual. Estruturando Planos Diretores e índices urbanísticos, visando promover uma melhor acessibilidade e mobilidade urbana”, ressaltou o urbanista.

 

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