RH – Entenda a Síndrome de Burnout: doença do trabalho que reduz a produtividade e afeta toda a equipe

RH – Entenda a Síndrome de Burnout: doença do trabalho que reduz a produtividade e afeta toda a equipe

Para entender a Síndrome de Burnout é necessário compreender suas causas e as doenças provocadas pelo estresse. O termo estresse tem sido utilizado indiscriminadamente para todo tipo de mal. No entanto, é confundido com ansiedade, medo e tantos outros sintomas.

Segundo Albert e Ururahy, estresse “são perturbações que causam distúrbios agudos ou crônicos no bem estar das pessoas, e podem surgir em função de estímulos físicos e ou emocionais”. É importante destacar que são vários os fatores do cotidiano que podem provocar o estresse, vindos de atividade física, mental ou emocional. E que, para cada indivíduo, existe uma ação diferente para relaxar.

Uma pessoa exposta por um determinado período às causas desta perturbação passa a desenvolver reações percebidas como indesejáveis, sejam comportamentais, físicas ou emocionais. O estresse pode ter diferentes origens como: frustração por fracassos; conflito entre motivações; mudança em sua forma de vida ou de trabalho; pressão causada por expectativas de si ou que alguém tenha sobre ela.

Além disso, a grande quantidade de estresse diário na forma de pequenos aborrecimentos, “picuinhas” do trabalho, podem acumular-se ao longo do tempo e se tornarem motivos para o estresse. Este fator somado à exposição constante a estes motivos conduzem à Síndrome de Burnout. Portanto, não é algo pontual e sim parte de um processo, de uma constante exposição a fatores estressantes.

Segundo Stoll, “Burnout é característico do mundo do trabalho, ligado ao ambiente organizacional e ataca os profissionais que demonstram maior dedicação ao trabalho” (2002). As pessoas acometidas por esta síndrome queixam-se de falta de ânimo para fazer qualquer coisa, seja trabalho ou lazer, como se fosse uma exaustão completa. Apenas férias ou um afastamento do trabalho não surtem o efeito necessário para que as pessoas retomem o desejo de atuar melhor.

O profissional de RH tem uma função extremamente importante no processo de identificação das causas deste estresse constante. Deve estar atento a sintomas como desânimo, clima organizacional ruim ou excessos de atestados médicos ou afastamentos.

A capacitação de gestores, o acompanhamento na avaliação de desempenho, a implantação de benefícios voltados para a qualidade de vida do trabalhador e ações de treinamentos motivacionais podem contribuir para a redução de um ambiente estressor e, consequentemente, no inibir o aparecimento da Síndrome de Burnout.

Bibliografia:

FIORELLI, J. O. Psicologia para Administradores – Integrando Teoria e Prática. 4ª Edição. Ed. Atlas. 2004

STOLL, K. L. et al.  Estresse Ocupacional e Síndrome de Burnout no exercício profissional da psicologia. Psicologia Ciência e Profissão. Brasília: CRF, nº 2, 2002

PEREIRA, A. M. T. B. Burnout: este desconhecido tão conhecido transtorno. Voz do Paraná, Curitiba, nº 1.762, 9 out 2002.

Carla Borges – Formada em Psicologia, é pós-graduada em Administração em RH e especialista em gestão de pessoas desde 1994. Atual coordenadora do Curso de Tecnologia em Gestão de RH da Faculdade Max Planck, atua também como professora de graduação em RH e MBA em Gestão de Pessoas, além de consultora empresarial e assessorar o grupo de RH do CIESP. Coautora do livro “Tópicos Essenciais em Administração pela Editora Alínea”, foi coordenadora do Grupo de RH de Itu, Indaiatuba e Salto, além de diretora da Associação das Indústrias do Município de Indaiatuba. Premiada pelo Projeto Social EmpregAção, pela Associação Brasileira de RH e também dois prêmios pela Associação dos Administradores de Pessoas de Santo Amaro, foi integrante e presidente da Comissão de Empregos de Indaiatuba e facilitadora do SEBRAE. É sócia-diretora da Phoenix Assessoria Empresarial, empresa indicada entre as cinco melhores empresas de pequeno porte para se trabalhar na Região Metropolitana de Campinas e ganhadora por três anos do prêmio Frutos de Indaiá. Foi uma das condutoras da Tocha Olímpica na cidade de Indaiatuba. 

18/01/2017

 

 

 

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