Farmácia Viva: Alunos de Farmácia realizam plantio de mudas de plantas medicinais

Farmácia Viva: Alunos de Farmácia realizam plantio de mudas de plantas medicinais

Projeto será um dos pioneiros no desenvolvimento de ações de fitoterapia na saúde pública da cidade
Por Márcio Aguiar

A natureza foi a primeira farmácia da humanidade. As plantas medicinais proporcionam ao organismo humano sais minerais, ajudam a eliminar toxinas, limpando o sangue de impurezas e tonificando o estômago, os intestinos, os rins e o coração. Além das propriedades terapêuticas, algumas são importantes no manejo de pragas e doenças de hortaliças. Desenvolvido pelo curso de Farmácia da Faculdade Max Planck, o Projeto Farmácia Viva Max Planck, é um conjunto de plantas medicinais cultivadas em canteiros ou vasos, com a finalidade de tratamento de doenças comuns e sintomas de baixa gravidade, que valoriza o autocuidado e o protagonismo do indivíduo com o seu corpo.

Supervisionado pelo professor Nilson Oliveira Gonçalves Pita, coordenador do curso e orientado pelo professor Hamilton Alonso, o projeto será um dos pioneiros no desenvolvimento de ações de fitoterapia na saúde pública e servirá de modelo, junto a outras experiências em Indaiatuba, para formulações das diretrizes para “plantas medicinais e fitoterapia” na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. Segundo o orientador, o Programa Farmácia Viva Max Planck, visa a melhoria da assistência a saúde do usuário, tem como missão: aprofundar os conhecimentos sobre as ervas e modo de utilização para os alunos; desenvolver trabalhos educativos sobre o uso correto das plantas medicinais junto a população; produzir fitoterápicos de qualidade com garantia de segurança e eficácia, a partir de plantas medicinais validadas, buscando oferecer opção terapêutica aos usuários do sistema municipal de saúde.

Fitoterápicos

Ainda conforme o farmacêutico está entre os objetivos da proposta, ampliar o acesso da população as plantas medicinais e fitoterápicos; produzir fitoterápicos visando a atender a demanda de atenção básica, nas patologias passiveis de serem tratadas com plantas medicinais; e desenvolver ações educativas para a promoção do uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos. “É um projeto que tem como objetivo difundir entre a população os benefícios das plantas medicinais”, ressaltou Alonso.

Com a medida, os novos medicamentos também poderão ser utilizados pela comunidade, desde que sejam cumpridas certas exigências da Anvisa, como o teste em laboratório de plantas que já tenham sido usadas há pelo menos 30 anos pela população e que não causaram nenhum tipo de problema à saúde.

Plantio

Atuam no projeto os alunos do primeiro e segundo ano do curso de Farmácia que aplicam os conhecimentos de Farmacoergasia (cultivo, coleta e dessecação de plantas medicinais) e Farmacodiascomia (acondicionamento do material vegetal), para a produção de princípios ativos pelos vegetais segundo parâmetros farmacopéicos. O projeto se completa com a realização de estudos morfoanatômicos, físico-químicos e químicos para atestar a qualidade das matérias-primas vegetais e com a produção de fitoterápicos.

De acordo com o especialista foi realizado o plantio de Camomila, Erva Doce, Confrei, Erva Cidreira, Citronela, Alecrim e Melissa, que servirão de matéria-prima para as aulas de: Farmacobotânica (identificação botânica, macroscópica e microscópica); Fitoterapia (usos farmacológicos); Farmacognosia (identificação dos princípios ativos); Homeopatia (identificação das plantas utilizadas com fonte de Tinturas Mães); Farmacotécnica (produção de fitoterápicos) e Farmacologia (estudos farmacológicos das plantas medicinais).

Práticas integrativas

Estima-se que 4 mil espécies vegetais sejam usadas com fins medicinais. As plantas medicinais sempre estiveram presentes entre a população com o uso passado entre os membros da família e da comunidade. Atualmente, existe uma crescente divulgação e incentivo da mídia sobre o uso de plantas medicinais, porém, muitas vezes distorcendo a forma correta de seu uso. A falta de conhecimento aprimorado e as semelhanças entre muitas espécies vegetais podem levar à utilização incorreta das mesmas. Nesse sentido, a interação faculdade-comunidade se faz importantíssima, num diálogo que traz benefícios tanto pela captação e correção de erros como pelo aprendizado mútuo.

O especialista em fitoterápicos explicou que o uso de plantas medicinais tem que ser feito com critério, pois não fazem milagres e podem levar à intoxicação de pessoas que desconhecem as precauções e as contraindicações. “Às vezes imagina-se que por ser natural, faz bem à saúde, mas a ignorância sobre os efeitos desejados pode ser desastrosa”, afirmou. Por isso, as propriedades medicinais são apenas referências e não recomendações.

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