ENIC 2016 apresenta dezenas de trabalhos em três dias de evento

ENIC 2016 apresenta dezenas de trabalhos em três dias de evento

Trabalhos nas áreas de Saúde, Humanas e Exatas foram expostos nos dois Campi

O desenvolvimento de uma pesquisa sobre crimes digitais foi importantíssimo para que o aluno do 6º semestre de Direito, Fernando Faccioni Vallim, enic-2conquistasse uma bolsa internacional para um curso de curta duração em Harvard. O trabalho dele foi um dos representantes no Encontro de Iniciação Científica – ENIC 2016 da Faculdade Max Planck, realizado nos Campi I e II, de 7 a 9 de dezembro.

“Entre outros objetivos, o ENIC contribui para a ampliação da perspectiva de desenvolvimento acadêmico dos estudantes e a formação de novos pesquisadores. Além disso, permite um debate científico e a integração do conhecimento entre os estudantes e seus professores. Por isso, esse tradicional evento da MAX, que chega à 16ª edição, é considerado um espaço privilegiado para apresentação e discussão de saberes nas diversas áreas do conhecimento”, explica o assessor de Programas Acadêmicos, professor Edevaldo Vosgrau.

 

Ao todo foram 218 trabalhos apresentados, envolvendo mais de 400 alunos de 19 cursos oferecidos pela Faculdade Max Planck. Os trabalhos foram apresentados por segmento de atuação, sendo Saúde, Humanas e Exatas.

 

SAÚDE

enic-3 O primeiro curso a realizar a apresentação foi Medicina Veterinária,  com 49 trabalhos expostos no Hospital-Escola Veterinário (HEV-  MAX) com envolvimento de 49 estudantes. No ENIC, os alunos têm liberdade de escolher os temas  dos trabalhos. E muitos deles trouxeram informações, produtos ou serviços muito relevantes para  vários segmentos da comunidade.

 

No caso do grupo de Samira Maria Ribeiro, do 2º semestre de Educação Física, o objetivo foi  pesquisar índices relevantes para identificação da obesidade e de riscos cardiovasculares de  pessoas na faixa de 18 a 59 anos de idade. Entre outros resultados, os estudantes apuraram que das  113 entrevistas, 66% dos homens estão com sobrepeso; já entre as mulheres esse índice ficou em  63%. “Os dados nos mostraram a necessidade de uma mudança de hábitos, que inclui reeducação  alimentar e prática de atividade física regular. E isso sempre com um profissional da área”, comenta Samira.

 

Os hábitos de alunos de escolas públicas e particulares de Indaiatuba foram tema da pesquisa de outro grupo de Educação Física. Com três meses de trabalho, os estudantes entrevistaram 100 adolescentes de 15 anos de idade. Uma das constatações foi que alunos de ensino público estão com hábitos saudáveis, enic-4especialmente pela oferta de atividade física pela Prefeitura. “O ENIC foi uma experiência muito boa para entendermos o processo de pesquisa e praticar conceitos de aprendidos na aula”, afirma a aluna Bianca Recchia Scarpari. “O nome da Faculdade já diz, fazemos na prática”, disse Yago Sartorello.

 

Um caso de família foi a inspiração para a aluna Adayelle Steffany Chireia, do 10º semestre de Farmácia, produzir seu trabalho sobre a Síndrome de West, uma forma de epilepsia que se origina na infância. O tratamento prevê o uso de comprimidos triturados e diluídos em água, o que exige muita atenção dos pais e cuidadores. Com o estudo, o grupo encontrou uma possibilidade de o medicamento ser produzido em forma de xarope. “Já enviamos nossa proposta para alguns laboratórios e estamos aguardando. E minha prima, que tem um filho com a Síndrome, aprovou a ideia, assim como a enfermeira que acompanha a criança”, conta Adayelle.

 

Os benefícios da hidroterapia para pacientes de Parkinson foram tema de um dos trabalhos de Fisioterapia, que reuniu estudantes do 2º e 4º semestres. “A água oferece um conforto, permite amplitude de movimentos, a temperatura ajuda no relaxamento dos músculos, e tudo isso traz conforto e segurança aos pacientes”, explica a aluna Emelyn Costa. “Nós fizemos uma revisão literária e verificamos que ainda há uma carência de conteúdo sobre esse assunto, apesar dos benefícios relevantes na qualidade de vida dos pacientes”, explicou a aluna Letícia Kobayashi.

 

enic-6 Outra área explorada pelos futuros fisioterapeutas foi o fortalecimento da musculatura pré e  pós-gestação. Depois de fazer um curso de Doula, a aluna Aline Isabela Bueno, do 4º  semestre, quer ver seu projeto implantado na Interclínicas. “Os docentes me ajudaram muito,  incentivaram, responderam dúvidas inclusive fora do horário. Ou seja, tive todo o apoio da  MAX e estou bem satisfeita com os resultados”, diz.

 

 HUMANAS

Os grupos de Direito do 10º semestre exploraram temas atuais, como o sistema tributário  brasileiro, a jornada de trabalho e o universo digital. “A proposta do meu trabalho foi fazer  uma revisão das leis e códigos que regem a tributação e acredito que a experiência agregou  muito na minha formação”, comenta a aluna Nathalia Ruesch Neiva. “Além de todas as leis,  eu me aprofundei nas regras do trabalho insalubre e foi muito interessante. Eu acho que o  ENIC serve como preparação para a banca, é um exercício muito importante”, comenta o aluno José Augusto Zordan. “Como eu já tinha formação em Pedagogia, o ENIC foi excelente para rever os conceitos de pesquisa, além de levantar dados curiosos desse novo Direito que é a área digital”, fala a aluna Mara Sandra Araújo do Nascimento.

 

Mesmo no 2º semestre de Pedagogia, Claudiane dos Santos fez questão de participar com um estudo bibliográfico sobre a importância do livro-imagem. “Participar do Encontro foi de grande valia porque eu tive que estudar bastante, aprofundar em temas que ainda são desconhecidos pra mim. Mas com certeza eu sinto que agregou muito para a minha formação”, conta.

 

Entre os grupos do 4º semestre de RH, os temas pessoas com deficiência e participação dos jovens no mercado de trabalho marcaram presença. “Em nossa pesquisa abordamos a dificuldade das empresas em encontrar vagas adequadas para pessoas com deficiência e verificamos que a baixa qualificação dos candidatos é um dos principais obstáculos”, diz a aluna Rosana Nava de Oliveira. “Nós verificamos que o índice de escolaridade melhorou entre os jovens, então o problema esteja no comportamento”, declara a estudante Fabiana de Souza.

 

 

EXATAS

Conhecida como domótica entre os engenheiros, a automação residencial ganhou espaço entre os trabalhos apresentados de Engenharia de Controle e Automação (Mecatrônica). No grupo do estudante Leonardo Scarton, a preocupação foi com acessibilidade. “Nosso projeto oferece uma solução integrada de automação para pessoas com necessidades especiais. Para isso, usamos o Arduino, uma ferramenta fundamental na mecatrônica moderna, que tem baixo custo e é de fácil programação. Com isso, queremos oferecer uma solução que seja acessível física e financeiramente”, comenta.

 

A Bioengenharia também foi representada na Engenharia de Controle e Automação. Ao escolher o tema do trabalho, “Prótese de mão e antebraço confeccionada em impressora 3D”, a aluna Erica Gonzaga de Camargo investiu a área que pretende seguir após a conclusão do curso. “Existem muitas pessoas amputadas por problemas congênitos, acidentes ou doenças e que precisam de próteses, especialmente com custo reduzido. Nosso projeto tem o foco de que a engenharia contribua de forma relevante para a qualidade de vida dessas pessoas”, explica a estudante.

 

O projeto chamou a atenção do coordenador do curso de Fisioterapia da MAX, professor Antonio Carlos Ribeiro Eduardo, que fez questão de conferir a prótese confeccionada. “Eu achei o trabalho magnífico. Como meu mestrado e doutorado é nesta área, sei da importância. E eles conseguiram um resultado excelente, com dois movimentos, quando muitas próteses fazem apenas um. Isso demonstra que os alunos da MAX tiveram uma formação atualizada e bem alinhada com as necessidades do mercado”, afirma.

 

A Engenharia de Produção também participou ativamente do ENIC. A Fábrica de Fraldas foi tema de um dos trabalhos. “Nosso grupo participou desde o início, com a chegada da máquina em 2012. Fizemos melhorias aplicando conceitos aprendidos no curso. Com isso, melhoramos o processo produtivo do equipamento em cerca de 70%”, afirma o aluno Rodrigo Raul Tara. “Eu estou muito feliz pela minha formação na MAX. Gostei da estrutura, método e professor. Foi um sonho realizado, especialmente pela visão social que também tivemos com o projeto da Fábrica de Fraldas”, complementa.

 

O planejamento estratégico de pequenas empresas também esteve entre os assuntos pesquisados pelos alunos. “Nós constatamos que muitas pessoas confundem o plano de negócio com o planejamento estratégico. Além disso, poucos conhecem a importância da Missão, Visão, Valores. E o nosso trabalho quer auxiliar o empreendedor, afinal boa parte das vagas vem dessas empresas. Então, o gerenciamento correto dessas jovens empresas é fundamental para a nossa economia”, afirma o estudante Gabriel Iglesias.

 

“Queria parabenizar professores e alunos, pois esses trabalhos são resultados de um ano de esforço acadêmico, de muita pesquisa, muita leitura, que seguramente vai beneficiar os estudantes a compreender melhor suas áreas”, finaliza o diretor da Faculdade, professor Hector Escobar.

20-12-2016

 

 

 

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