Em competição, renomado Chef elogia qualidade dos pratos dos alunos de Gastronomia da UniMax

Em competição, renomado Chef elogia qualidade dos pratos dos alunos de Gastronomia da UniMax

Nove duplas de estudantes apresentaram “A VELHA E BOA GALINHADA” durante combate que integrou o Festival “Sabores da Terra”

 

O combate entre os alunos de Gastronomia da UniMax – Centro Universitário MAX PLANCK “A VELHA E BOA GALINHADA” gerou boas impressões nos jurados e foi elogiado pelo renomado jornalista e chef de cozinha, Manuel Alves Filho, que atua nas duas áreas ao mesmo tempo há mais de 25 anos. A competição integrou a programação da Semana Acadêmica Gastronômica do Festival “Sabores da Terra” de Indaiatuba.

“O resultado em geral foi muito bom. Acho que a gente conseguiu perceber bem o grau de desenvolvimento dos alunos, o compromisso que eles têm com a gastronomia. Nós tivemos pratos muito diferentes um dos outros, mas todos eles de muito boa qualidade e de muito boa execução. Isso deixa a gente feliz que já está no mercado há bastante tempo com essa perspectiva de uma nova geração que vem aí preocupada com esses aspectos”, enaltece o chef Mané, como é conhecido.

Manuel citou também a criatividade dos alunos durante as apresentações diferenciadas. “Teve gente que trouxe a galinhada dentro do frango, teve gente que trouxe o quiabo junto de uma forma cozida, outro trouxe o quiabo empanado e frito. Então você vê que as pessoas têm essa preocupação em oferecer um pouco da sua assinatura no prato e é isso que a gente quer depois de um profissional da cozinha, o cara que tenha identidade, que tenha a própria assinatura e que coloque um pouco da história e do conhecimento dele nos pratos. Então acho que esses alunos demonstraram isso. Estão num caminho muito certo”, completa o chef.

Com nove duplas participantes, o desafio dos alunos era usar os produtos dos patrocinadores do evento: Prato Fino, Castelo e Nespresso.  O ganhador do 2º lugar, o aluno do 3º semestre, Danilo Zequini Abrantes, conta sobre o prato apresentado: “Criamos o diferencial que foi o molho de café para a galinhada, que foi a mais tradicional possível, caipira do interior de São Paulo, com arroz branco, pimentão, bacon, cozido na panela de barro. No empratamento, conseguimos um destaque com tuile coral, que é uma massa crocante de farinha temperada, que parece um coral mesmo, é cheio de furinho e o molho de café, que não faz parte da receita tradicional de galinhada. A gente fez um molho reduzido bem amargo com blend de três cafés da Nespresso e o pessoal gostou bastante, elogiou e repetiu”.

Já o diferencial da dupla da aluna do 1º semestre, Ketlyn Oliveira Abarcheli, foi o pré-preparo do frango em que usaram trigo e selaram antes de fazer o caldo para ficar mais grosso. “Já participei de mais competições, fazia FIEC, participei da competição da Itália, não passei, mas eu sempre vou atrás de coisas novas. Hoje estou aqui e foi uma experiência nova, não tem explicações. É uma sensação bem forte e inexplicável”, conta.

Para a professora de Gastronomia, Lana Costa, a participação dos alunos em competições auxilia no aprendizado e vem ao encontro da metodologia do projeto Educar da UniMax. “A importância de eles participarem de uma competição é colocar realmente o que aprendem em prática e saber lidar com a cozinha, a pressão na cozinha também. Isso é muito importante”, salienta. “O modelo novo é que o aluno é 100% prático. O aluno está 100% em destaque, mesmo o outro método ele aprendia na prática, agora mais ainda. O professor está para auxiliar e direcionar o aluno para ser a parte principal do ensino dele”, disse.

O aluno Danilo Zequini Abrantes completa a opinião da professora Lana. “Adoro competir, porque acho que é a melhor maneira que a gente tem de testar se o que a gente acha bom é bem aceito, porque, às vezes, você pode fazer um prato que para você é o melhor do mundo, mas ninguém come. Então acho legal ter esse tipo de feedback, ainda mais de pessoas do ramo, tem chef, tem crítico, pessoal de blog de gastronomia, não que a opinião dos outros não sejam importante, é claro que é, mas eles sabem opinar em pontos mais específicos”, ressalta.

O vencedor, o estudante do 1º semestre, Fábio Zonzini, partilha do mesmo sentimento dos colegas. “Quando teve esse combate de chefs eu já quis participar, porque sempre afloram as emoções, aflora aquela adrenalina gostosa. Então falei: imperdível, eu vou participar”, revela.  “Em casa sempre gostei de cozinhar, fui me remetendo à receita como fazer um ragu, saiu a receita e graças a Deus, apoio da família e da minha dupla. É sempre uma emoção a mais dividir, estando duas pessoas multiplicam as emoções. Fizemos a redução, num primeiro momento não deu certo, arrumamos, ficou excelente e também é mérito dele”, finaliza.

14/08/2018