Diretor da Max Planck defendeu tese de doutorado

Tese quer contribuir para encontrar soluções econômica e ecologicamente viáveis

 

O professor Rubens Pantano Filho, diretor da Faculdade Max Planck, é físico de formação, Mestre em Engenharia e Ciência de Materiais, educador e escritor, sendo autor de mais de 10 livros, alguns deles na área do meio ambiente.

Dando continuidade a seus estudos e formação, o professor Rubens defendeu tese de doutoramento no dia 25 de junho, na Universidade São Francisco, em Itatiba, sobre o tema “Reciclagem de resíduos poliméricos em Campinas: a participação das cooperativas de coleta seletiva”. Para isso, ele pesquisou sete cooperativas de reciclagem de Campinas e uma de Valinhos durante mais de 3 anos.

 

A defesa de tese representa uma etapa final do processo de doutoramento, sendo, efetivamente, quase que uma simples formalização da concessão do título de Doutor em Engenharia e Ciência dos Materiais ao pleiteante. Farão parte da Banca Avaliadora o professor Derval dos Santos Rosa, da Universidade Federal do ABC, também seu orientador no doutorado, e a Dra. Maria Zanin, da Universidade Federal de São Carlos, entre outros.

 

Essa defesa de tese sobre a questão dos polímeros * é atualíssima, e vem dentro do contexto de grandes mudanças que acontecem em nosso modo de vida, em nossas referências culturais, em nossos modos de produção industrial, em nosso modo de ver o mundo e nas políticas públicas do país, com o advento da importante Política Nacional de Resíduos Sólidos que se pretende instaurar no Brasil.

 

Os resíduos plásticos

A geração de resíduos nas comunidades urbanas foi acelerada com o consumismo exacerbado dos dias atuais. O plástico – material típico da modernidade – uma vez descartado no ambiente após utilização, necessita de mais de uma centena de anos para se degradar e então retornar ao ciclo da Natureza. Hoje, os plásticos são considerados grandes vilões ambientais, pois ocupam grande parte do volume dos aterros sanitários, interferindo de forma negativa nos processos de compostagem e de estabilização biológica.

 

Além disso, quando descartados em lugares inadequados, como lixões, rios, encostas etc., causam impactos ambientais ainda maiores.

 

Indagado sobre de que forma sua pesquisa pode contribuir para o melhoramento da questão ambiental no país – e mesmo no mundo, o professor Rubens afirmou: “Na Europa, já existem muitos produtos elaborados com materiais reciclados. A ampliação do uso de produtos com essas características poderá, no futuro, reduzir enormemente o impacto ambiental do lixo descartado no meio ambiente. Prof. Rubens – Quando se faz ciência, tem que se pensar também o que se quer fazer com ela. Todas as áreas de conhecimento podem ser bem ou mal aproveitadas. Quando se aprende Física, por exemplo, aprende-se Matemática, mas aprende-se também a “enxergar” a beleza da natureza, do universo, da vida. E os nossos limites e a nossa incrível capacidade de destruição. Com tudo isso, pode-se também aprender a preservar o ser humano e seu meio.”

 

Cooperativas de reciclagem

Assim, a reciclagem é um dos importantes processos para minimização das dificuldades ambientais causadas pelo descarte desses materiais, sendo que, para isso, a participação das cooperativas de coleta seletiva tem sido fundamental.

 

Com seu trabalho, o professor Rubens Pantano Filho objetiva indicar melhorias nos processos e nas condições de trabalho dos cooperados, contribuído para o encontro de soluções economicamente viáveis e ecologicamente recomendáveis para os problemas ambientais decorrentes desse tipo de lixo, assim como sobre melhorias na condição de trabalho desses profissionais da reciclagem.

 

Sua pesquisa também confirmou que o processo de reciclagem dos resíduos urbanos tem propiciado importantes alternativas para a geração de trabalho e renda para uma parte da população marginalizada pelo modelo de produção capitalista. Nesse circuito de recolhimento e reprocessamento de materiais descartados, a ação de “catadores” individuais ou de cooperativas de coleta seletiva tem sido muito significativa. A contribuição dos catadores e/ou das cooperativas de coleta seletiva (CCS) é de tal ordem que, no caso brasileiro, a função de catador de material reciclável é profissão reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

 

 

*O QUE SÃO POLÍMEROS

Foi no século XX – período de grande aceleração da produção industrial – que surgiram os  materiais plásticos como são conhecidos popularmente diversos tipos de polímeros. Esses materiais são produzidos a partir de matérias-primas de origem natural, tal como o petróleo ou o gás natural. Os materiais plásticos substituíram e ainda vêm substituindo os materiais convencionais, não só pelos baixos custos de produção, como também pela funcionalidade .

 

Basta um olhar ao redor para se perceber a incrível quantidade de artefatos produzidos pelo ser humano e que utilizam polímeros como matéria-prima: garrafas de refrigerantes, hastes de cotonetes, sacos de supermercados, tubos de encanamento, recipientes, revestimentos de panelas e de latas de conserva, mamadeiras, tintas para paredes, próteses, escovas de dente, pára-choques de veículos, tapetes, cobertores, pneus, suportes para componentes eletrônicos e em quase a totalidade dos utensílios de uso cotidiano.

 

 

O LIXO* NOSSO DE CADA DIA

Resíduos plásticos – Nos grandes centros urbanos, embora os plásticos representem um percentual entre 4 e 7% em massa dos resíduos urbanos coletados, essa proporção já sobe para algo em torno de 15 a 20% do volume do lixo, o que contribui para aumento dos custos de coleta, transporte e disposição final dos resíduos. – Quanto aos plásticos, no Brasil o descarte é da ordem de 10 kg anuais por habitante. Na Europa, são 38 kg anuais. E cada habitante americano descarta 70 kg de lixo plástico por ano.

 

O lixo de cada um – Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), realizada pelo IBGE estimou que a quantidade coletada de lixo (todo tipo lixo) diariamente nas cidades brasileiras com até 200.000 habitantes gira em torno de 450 a 700 gramas por habitante. Já as cidades com mais de 200 mil habitantes a quantidade aumenta para a faixa entre 800 e 1.200 gramas por habitante.

 

A pesquisa informa que são coletadas diariamente mais de 200 toneladas de lixo domiciliar em todos os municípios brasileiros. Ou seja: no Brasil se produz diariamente, em média, 1 kg de lixo por habitante. Nos países da Europa, 1,5 kg/habitante. E, nos Estados Unidos: 5 kg por habitante. Entenda-se: quanto mais rico o país, mais lixo ele produz. Interessante, não é?

 

*O NOME DAS COISA – Propõe-se que, dentro de uma perspectiva ecologicamente correta, o que normalmente entendemos por “lixo” seja agora tratado de “resíduo sólido” – passível de reciclagem ou outro tipo de aproveitamento.

 

POR: VAGNER COUTO

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