BOLSAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA CONCEDIDAS PELA UNIMAX BENEFICIAM 27 ALUNOS

BOLSAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA CONCEDIDAS PELA UNIMAX BENEFICIAM 27 ALUNOS

Além dos bolsistas, mais 11 voluntários são acompanhados pelo NEPI

(Núcleo de Pesquisas e Estudos Interdisciplinares)

Anualmente, a UniMAX – Centro Universitário Max Planck concede, no mínimo, duas bolsas por curso por meio do PIC (Programa de Iniciação Científica). Um edital é aberto para que os alunos tenham a chance de se inscreverem. O novo já está no ar e pode ser acessado no link http://www.faculdademax.edu.br/wp-content/uploads/2018/11/Edital-PIC-2019-min.pdf.  Atualmente, 27 alunos são beneficiados com a concessão e realizam suas pesquisas acompanhadas, normatizadas e orientadas pelo NEPI (Núcleo de Pesquisas e Estudos Interdisciplinares).

De acordo com a coordenadora geral do NEPI, professora Ana Sperandio, a UniMAX oferece, durante 10 meses, bolsas no valor de R$400,00 para alunos que têm interesse em produzir uma Iniciação Científica. Aqueles que não são contemplados com a bolsa, são convidados a participar como voluntários. No momento, 11 alunos desenvolvem suas pesquisas sob esta condição.

A coordenadora comenta que a Iniciação Científica é um primeiro passo para que o aluno se aproxime de um objeto e tente entendê-lo. Ela salienta que o papel da instituição e dos professores é fazer com que os alunos vislumbrem essa possibilidade de querer aprender e desvendar algo por meio da pesquisa. “A Iniciação Científica é uma atividade que permite esse vislumbramento do aluno se interessar por objetos que queira estudar. É uma ponte para a linha de raciocínio para que desenvolvam criticidade e ampliem o processo de autonomia por meio da pesquisa”, conta.

Segundo Ana Sperandio, a oferta de bolsas para Iniciação Científica não é uma prática comum entre Faculdades e Centros Universitários particulares, mas de grandes universidades públicas. Para ela, isso demonstra a valorização que a UniMAX dá à pesquisa e aos alunos. A gestora apresenta ainda seu ponto de vista sobre a importância da produção científica. “O Centro Universitário é formado por três aspectos muito importantes: o ensino, a pesquisa e a extensão. Cada vez mais a pesquisa tem de caminhar junto do desenvolvimento local e oferecer subsídios e instrumentos para que fortaleça a comunidade. Toda pesquisa tem de almejar a capacidade de gerar subsídios para uma proposta ou revisão das atuais políticas públicas”, ressalta.

A estudante de Medicina Veterinária, Ana Beatriz Vilor, que estagia no NEPI, considera que a produção de uma Iniciação Científica propicia ao aluno a oportunidade de ser protagonista na criação de conhecimento. “Eu acredito que a maior dificuldade dos alunos é porque, hoje em dia, temos as informações muito fáceis. Pegamos o celular, procuramos no Google todas as respostas. Mas, às vezes, numa pesquisa, você está procurando respostas que ninguém teve antes. Às vezes, encontra uma parecida, mas não é a que você quer. Isso motiva o aluno a ir atrás e a procurar por respostas que não estão evidentes. Estamos acostumados a ter tudo na mão, nós somos a geração que não precisa de nada, todo mundo já descobriu tudo, então é interessante os alunos descobrirem coisas que ninguém nunca pesquisou”, enfatiza.

Entre os requisitos para pleitear uma bolsa pelo PIC estão: ter concluído o semestre anterior sem reprovação; ter eliminado eventuais dependências de anos anteriores e; comprovar disponibilidade de pelo menos cinco horas semanais para a produção científica. Todos os inscritos passam por uma entrevista. Os candidatos aprovados têm de apresentar relatório trimestral comprovando o desenvolvimento da pesquisa. A bolsa pode ser recebida via depósito bancário ou como desconto nas mensalidades do curso.

GRUPOS DE ESTUDOS

Além da Iniciação Científica, o NEPI é responsável pelos grupos de estudos. Atualmente, há mais de 20 grupos interdisciplinares e nas áreas de Humanas, Exatas e Saúde, todos coordenados por professores da UniMAX, que recebem um incentivo financeiro para a função.

O professor Marcelo Cerdan, um dos coordenadores, frisa que a participação do aluno num grupo de estudos é uma oportunidade de se aprofundar em temas que durante as aulas não é possível devido a limitação de tempo. “Temos dentro do ensino superior o tripé: ensino, pesquisa e extensão. A nossa ideia da pesquisa não é só a Iniciação Científica também são os grupos. Os grupos funcionam como uma aula, porém numa sala de aula a interação com o conhecimento é muito ligado à informação. Nos grupos de estudos a relação é muito horizontal. Todo mundo tem poder de decisão. O grupo estimula a autonomia de busca de conhecimento. Alguns grupos são ligados às questões sociais, então conseguimos fazer uma ligação muito forte com as necessidades da sociedade e com parte teórica que é tentar buscar soluções”, argumenta.

A coordenadora do NEPI destaca que a participação nos grupos de estudos também acontece por meio de editais, que ficam abertos por um determinado período, duas vezes ao ano. Esse é o período em que os professores são convidados a se inscreverem e precisam escrever uma pequena proposta, além de número de alunos e professores, que irão participar. “É o momento do professor parar, refletir sobre várias questões, compartilhar uma ótica com os alunos e colegas de profissão, aglutinar tudo isso e trazer novos conteúdos. Eu vejo esse espaço como fundamental para que consigamos construir algo mais crítico! ”, acredita.

Para Ana Sperandio, o grupo de estudos é uma oportunidade de estimular a criatividade na abordagem de um tema, utilizando recursos de baixo custo que propiciam a reflexão horizontal e democrática com a possibilidade de trazer referências para leitura e criar um espaço para discussão e diálogo, além de permitir ampliação de alguns temas que não são disciplinas explícitas dentro das graduações, mas que são pautas mundiais, como a questão de inclusão social, por exemplo.

A aluna Ana Beatriz cita que o grupo de estudos integra pessoas com interesses em comuns e nem sempre precisam estar relacionados às matérias estudadas no curso. “Há grupos que são interdisciplinares, as pessoas estão ali porque vivenciam realidades muito parecidas ou talvez não tão parecida, mas o fato delas compartilharem as informações é uma forma de trocar experiências”, diz.

A estudante expõe ainda que o grupo de estudos é uma oportunidade de desenvolver um tema da preferência dos alunos. “Num curso nem sempre você vai ter sua matéria favorita, mas no grupo você tem essa oportunidade de estudar algo que gosta, que talvez só vai estudar no último semestre. É bem interessante e abre muitas portas para os alunos estudarem de uma forma mais leve. É algo que acrescenta na vida e no cotidiano das pessoas”, acrescenta.

Tanto a professora Ana quanto o professor Marcelo acreditam que a pesquisa científica, seja por meio da Iniciação ou pelos grupos, deve desenvolver no aluno a capacidade de ser um construtor do conhecimento e não ser apenas um repetidor ou replicador de informações. “A proposta do ensino é colaborar para a formação da criticidade das pessoas para que não repliquem, exatamente, um modelo que está aí. Isso tem de crescer e provocar inquietudes. Ele tem de descobrir no que isso vai colaborar ou não para determinada área e para a própria formação de um capital social”, conclui a coordenadora do NEPI.

 VESTIBULAR 2019

Seguem abertas as inscrições para o Vestibular 2019 UniMAX – Centro Universitário Max Planck.  Mais informações: CLIQUE AQUI!

Telefone: (19) 3885-9900.

Texto: Tatiane Dias – (MTB 67029)

13/11/2018