Artigo – O que é, afinal, o mercado? (*)

Os muitos significados de “sua entidade”, o mercado

por Sanete Andrade

Coordenadora dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Faculdade Max Planck

Um dos termos mais utilizados na mídia eletrônica ou impressa e mesmo na linguagem cotidiana, hoje, é o termo mercado. A simples menção a mercado provoca nos indivíduos inúmeras idéias, desde o mercado público ou o mercadinho da esquina, até o mercado financeiro ou o mercado mundial, etc. Ninguém fica alheio, hoje, à crise dos mercados. Com a crescente expansão das faculdades e universidades particulares, propriedades de grupos econômicos que têm suas ações na Bolsa de Valores, como é o caso da Kroton/Pitágoras, entre outras, no Brasil, fala-se até em mercado educacional.

Mas, o que se entende por mercado?

Se consultarmos o Dicionário Aurélio, vamos encontrar uma série grande de definições. Antes de tudo, ali se diz que a palavra mercado, que vem do latim mercatu, é o “lugar onde se comerciam gêneros alimentícios e outras mercadorias”.  Pode ser também uma “povoação, cidade ou país onde há grande movimentação comercial; empório”.

Do ponto de vista estritamente econômico, mercado seria um “conjunto de atividades de compra e venda de determinado bem ou serviço, em certa região; comércio”. Daí: “mercado de ações, mercado de trabalho, mercado imobiliário”. Ainda em termos de economia, por mercado entende-se um “conjunto de compradores e vendedores e sua interação”. Quando há concorrência perfeita, diz o dicionário, os preços são determinados pelo mercado.

Pode-se falar, ainda, em mercado aberto: “mercado de compra e venda de títulos, especialmente da dívida pública, fora das bolsas de valores, por transação direta entre instituições financeiras”.

Existe a expressão bastante conhecida – Mercado Comum – para uma associação de países que comerciam entre si e que, para tanto, eliminam tarifas alfandegárias reciprocamente e estabelecem políticas comerciais de interesse dos países envolvidos.

Existem os mercados de capitais, que tratam da “aplicação de recursos financeiros por investidores privados ou institucionais, especialmente a longo prazo, em ações, títulos de crédito, etc. Correlato a esses existe o mercado de futuros que significa a “compra e venda de mercadorias, títulos, etc., para entrega futura”.

Uma outra expressão muito conhecida popularmente e com grande implicação na vida das populações é a de mercado de trabalho, pela qual se entende a “relação entre a oferta de trabalho e a procura de trabalhadores, em época e lugar determinados” ou, ainda, o “conjunto de pessoas e/ou empresas que, em época e lugar determinados, provocam o surgimento e as condições dessa relação”.

Existe também uma expressão que “assusta”: mercado negro. Com esta se entende o “comércio ilegal ou clandestino, mantido sobretudo em períodos de racionamento”. Expressões associadas: câmbio negro, mercado paralelo.

Se navegarmos na internet e buscarmos por definições do termo mercado, logo veremos que ali existe uma profusão enorme de definições, que, de alguma forma, aprofundam o que encontramos num dicionário como o Aurélio.A primeira delas, pela ordem de entrada na web, é a da Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado), que diz: “Designa-se por mercado o local no qual agentes econômicos procedem à troca de bens por uma unidade monetária ou por outros bens. Os mercados tendem a equilibrar-se pela lei da oferta e da procura”. Diz mais em seguida: “ Existem tanto mercados genéricos como especializados, onde apenas uma mercadoria é trocada.

Os mercados funcionam ao agrupar muitos vendedores interessados e ao facilitar que os compradores potenciais os encontrem. Uma economia que depende primariamente das interações entre compradores e vendedores para alocar recursos é conhecida como economia de mercado.”

Na Wikipédia  ainda se fala em mercado da concorrência perfeita, que seria caracterizado pela existência de um grande número de pequenos compradores e vendedores. O produto transacionado é homogêneo, há livre entrada de empresas no mercado, perfeita transparência para os vendedores e para os compradores de tudo que ocorre no mercado, e perfeita mobilidade dos insumos produtivos. Mas que, como diz o autor da matéria, “só existe na teoria…”

Ao lermos mais sobre o tema dos mercados, veremos que a matéria é extensa, pois comporta subtemas como monopólio (“situação em que um só vendedor controla toda a oferta de uma mercadoria ou de um serviço”; “controle exclusivo de uma atividade, atribuído a determinada empresa ou entidade”; e “açambarcamento de um mercado, para obtenção de preços altos” – Dic. Aurélio); oligopólio (“Situação de mercado em que a oferta é controlada por um pequeno número de vendedores, e em que a competição tem por base, não as variações de preços, mas a propaganda e as diferenças de qualidade: As montadoras de automóveis no Brasil constituem um oligopólio.” Dic. Aurélio).

Entretanto, um conceito básico para se entender o significado do termo mercado é o de mercadoria. Como lembra o autor da matéria da Wikipédia, para Karl Marx, a mercadoria é ao mesmo tempo algo que satisfaz nossas necessidades (valor de uso) e que pode ser trocado por outra mercadoria (valor de troca – conceito básico do modo de produção capitalista).

 (*) Artigo publicado originalmente na edição número 2 do Maxpolis, jornal da Faculdade Max Planck

ăn dặm kiểu NhậtResponsive WordPress Themenhà cấp 4 nông thônthời trang trẻ emgiày cao gótshop giày nữdownload wordpress pluginsmẫu biệt thự đẹpepichouseáo sơ mi nữhouse beautiful