Alunos de Arquitetura realizam intervenções provocativas no Campus da MAX

Alunos de Arquitetura realizam intervenções provocativas no Campus da MAX

O entendimento estético e o estado da arte direcionaram os temas dos trabalhos

“A vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida”. A frase do escritor inglês Oscar Wilde pode servir de tradução para a atividade prática realizada pelo curso de Arquitetura que promoveu intervenções em diversas partes do Campus 1 da Faculdade Max Planck durante duas semanas.

A iniciativa faz parte da disciplina Fundamentos Estéticos da Arquitetura e Urbanismo. “O objetivo foi trabalhar os conceitos estético artístico e arquitetônicos. Como a MAX tem esse viés de aulas práticas, queria que os alunos vivenciassem a arte por meio de intervenções artísticas”, comenta a docente da disciplina, Nayara Sartorato.

No total, 48 alunos do 3º semestre participaram da iniciativa que aconteceu durante o horário de intervalo das aulas. Alunos que circulavam pelo Campus puderam acompanhar as intervenções e, em alguns casos, até participar das atividades propostas.

Participante do grupo Jantar da Comunhão, Aderson Gimenes Júnior afirma que o objetivo do trabalho foi conscientizar sobre o consumo abusivo de carne vermelha. “A partir do estudo da estética e do que é belo você também identifica o que não prima pela beleza. E no caso, pra nós, esse é um tema que passa por essa premissa. A proposta do jantar foi bem provocativa nesse sentido”, diz o aluno.

Tráfico Humano foi o tema abordado pelo grupo da aluna Cristina Riedel. “É um assunto visceral, que passa pelo conceito de belo quando pensamos que as pessoas envolvidas são geralmente muito atraentes. Mas no fundo não há nada de bonito nessa estética, principalmente quando vemos o quanto isso é perverso”, afirma.

O grupo da aluna Sheila Luque escolheu um assunto bastante atual, a Corrupção no Brasil. “Fizemos uma brincadeira de Amarelinha com peças de MDF que terminava em pizza. Tentamos mostrar nossa impotência diante a esse tema. Pra nós, foi uma atividade muito didática, que nos permitiu aprender muito a respeito da teoria”, diz a aluna.

As diversas manifestações da arte foram abordadas pelo grupo do designer Rafael Eulâmpio de Moraes. “A arte não tem que ser introduzida, ela tem ser vivenciada. Se fizermos uma analogia com a Arquitetura é a mesma coisa. Ou seja, essa exposição de trabalhos permitiu muito aprendizado”, garante o aluno.

Legenda da foto:”Suae quisque fortuna faber est – o homem é arquiteto do seu próprio destino”