ALUNA DE FARMÁCIA DA UNIMAX DESENVOLVE PROJETO DE SALIVA ARTIFICIAL EM GEL

ALUNA DE FARMÁCIA DA UNIMAX DESENVOLVE PROJETO DE SALIVA ARTIFICIAL EM GEL

Iniciação Científica, acompanhada pelo NEPI, está em fase de testes antes da aplicação em seres humanos

A partir de uma experiência pessoal, a aluna do 4º semestre de Farmácia da UniMAX – Centro Universitário Max Planck, Alessandra da Silva Carmona, focou seu projeto de Iniciação Científica para a produção de saliva artificial em gel, alternativa para tratamento da Xerostomia, conhecida também pela Síndrome da Boca Seca, caracterizada pela secura excessiva da boca em decorrência de secreção insuficiente ou nula de saliva. “Meu marido foi diagnosticado com câncer de boca e durante o tratamento com quimioterapia e, principalmente, a radioterapia, teve Xerostomia, que trouxe consequências muito desconfortáveis para ele”, revela.

Ao pesquisar sobre o assunto, Alessandra descobriu que os desconfortos podiam ser ainda maiores como perda do paladar, dificuldade de fonação e deglutição, ardência gengival, lábios secos, candidíase oral, aumento de cáries, halitose, aftas, alimentos aderidos aos dentes, entre outros. “Durante as noites em que o processo de salivação é menor, as consequências da Xerostomia são ainda mais graves. No caso do meu marido chegava ao ápice de grudar os lábios causando verdadeiro desespero”, conta.

“Existem vários substitutos salivares no mercado, mas no caso do meu marido, o único apropriado era importado, de alto custo e tinha de ser passado com o dedo. Deparando-me com o problema, resolvi desenvolver uma saliva artificial em gel de longa duração, proporcionando ao paciente uma noite de sono sem correr o risco de grudar os lábios, que tivesse fácil aplicação, fosse envasada em frascos contendo bico aplicador para facilitar a aplicação e higienização e com baixo custo para que toda a população pudesse ter acesso”, explica a estudante.

Atualmente, a Iniciação Científica está na etapa de desenvolvimento da formulação e realização dos testes físico-químicos e microbiológicos de caracterização antes da aplicação em seres humanos previamente diagnosticados, fase que Alessandra considera como um dos principais desafios encontrados durante o projeto.  “Minha expectativa é poder comprovar a eficácia da formulação, a fim de promover aos pacientes melhor qualidade de vida, baixo custo do produto final e que toda população tenha acesso por meio de um banco de saliva na UniMAX”, salienta.

Sobre os benefícios que a produção de Iniciação Científica pode trazer à sua vida, Alessandra acredita que em primeiro lugar está o conhecimento aprofundado do tema, o aprendizado sobre o desenvolvimento de um projeto científico, desde sua concepção até a apresentação, que irá contribuir para as habilidades laboratoriais, elaboração de relatórios e postura profissional e enriquecer seu currículo com a possível publicação do trabalho acadêmico.

Em relação à orientação que está recebendo, Alessandra elogia: “A UNIMAX me disponibilizou uma profissional altamente qualificada e com grande conhecimento acadêmico em pesquisas científicas. Minha orientadora além de muito competente também despertou em mim a vontade de prosseguir com o projeto incluindo na formulação propriedades farmacológicas. A UniMAX também oferece aos alunos de Iniciação Científica um desconto na mensalidade que proporciona incentivo e mais dedicação”, conclui.01

Papel do orientador de Iniciação Científica

O projeto da aluna Alessandra está sendo orientado pela professora Marcia de Araújo Rebelo, que leciona as disciplinas de Tecnologia em Cosméticos e Tecnologia Farmacêutica. Ela considera que o orientador tem a função de inserir o aluno na pesquisa científica, contribuindo no desenvolvimento do olhar crítico em todos os processos que envolvem a pesquisa, desde sua concepção, análises, preparação de relatórios, participação em congressos e produção de artigos científicos. “O orientador precisa despertar no aluno a curiosidade e o encantamento pela pesquisa científica, além de contribuir para a formação técnica do aluno”, ressalta.

A professora destaca também que o papel do orientador é entender a limitações que o aluno possui e incentivá-lo a superá-las, além disso, acredita que um dos desafios se encontra na dificuldade, da maioria dos alunos, com a leitura científica em outro idioma, pois as melhores publicações geralmente estão em inglês. “Outro desafio é em relação à redação científica, pois na maioria das vezes envolve termos técnicos muito específicos. O início de qualquer pesquisa é uma descoberta nova e muitas vezes difícil para quem inicia nesse universo particular”, enfatiza.

Para ela, são esperados de um aluno que produz uma Iniciação Científica, curiosidade, pró-atividade e boa vontade em realizar as tarefas e processos que envolvem a pesquisa. “O aluno que faz a Iniciação Científica desenvolve um senso de compromisso e formação técnica diferenciada dos outros alunos de graduação. Ao desenvolver uma pesquisa científica, o aluno precisa se comprometer com prazos, busca de resultados e muita leitura. Tudo isso faz com que ele adquira um conhecimento diferenciado. Ao final da Iniciação Científica ele terá maior capacidade técnica, olhar crítico dentro de processos e será uma pessoa comprometida com suas tarefas. Desta forma, irá sair mais preparado para o mercado profissional”, ressalta.

Aos que têm interesse em fazer uma Iniciação Científica, a professora orienta: “Não perca essa oportunidade dentro da vida acadêmica. O aluno precisa buscar um projeto com que ele tenha afinidade, pois este fará parte da sua vida durante um ano pelo menos. Ao escolher um projeto afim o aluno conseguirá se envolver mais intensamente com a pesquisa, fazendo de forma prazerosa todas as atividades que uma Iniciação Científica envolve”, sugere.

NEPI

O NEPI (Núcleo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares) é o setor dentro da UniMAX que normatiza e orienta os projetos de Iniciação Científica e grupos de estudos da instituição de ensino. Entre os objetivos do NEPI estão: a promoção, o incentivo e o estímulo à produção científica entre professores e alunos; a coordenação, monitoria e avaliação do desenvolvimento de projetos de pesquisa; a integração de docentes, pesquisadores, técnicos, alunos de graduação e pós-graduação nos projetos e nas atividades; o desenvolvimento da produção do conhecimento científico, interligando as atividades de ensino, pesquisa e extensão, promovendo o desenvolvimento de competências e habilidades de alunos e professores, propiciando a articulação entre a teoria com a prática; o estímulo e fortalecimento da perspectiva da pesquisa multidisciplinar e coletiva, identificando temáticas de interesses comuns.

Além da permissão da criação de infraestrutura e de condições de trabalho adequados aos estudos e pesquisas; a ministração de cursos a partir dos resultados sistematizados das áreas afins; a colaboração para o desenvolvimento da Região onde está inserido o Centro Universitário e a divulgação dos resultados obtidos nos estudos e pesquisas do Núcleo na Intellectus Revista Acadêmica Digital, também em outras revistas nacionais e internacionais e em eventos.

 

 

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